domingo, 31 de agosto de 2014


Flores abertas 

                 Sueli Damasceno











Flores se abrindo, ficam assim tão sem ninguém!
Ficam à mercê dos amantes!
Despetaladas enfeitam caminhos nupciais...
Ou volúpias de loucos apaixonados.
Talvez quem sabe suas pétalas serão cheiradas...
Com rudeza, por alguém que perdeu a beleza...
E da vida a clareza!
Flores se abrindo... vão..vão...abandonadas.
Melhor fora estar fechada, para não sofrer!
Para viver um pouco mais!
Fechada cheirando seu próprio perfume!
Cheirando e morrendo...
Morrendo e vivendo!
Flores quando se abrem, dá-se a um total abandono!
Mercê dos enamorados!

                                 
                         

terça-feira, 26 de agosto de 2014

                                                        Inércia


            Chega uma suave brisa e, com ela, a incansável cortina da noite,
            As luzes da cidade grande parecem cansadas,um pouco foscas...
            Talvez pela incerteza do imprevisível conjunto de reações humanas.
            Enquanto naquele molhado gramado daquela casinha lá longe!
            Essa mesma brisa suave chega esbaforida pela felicidade...
            Ansiosa para aliar-se à cortina da noite em busca das mais brilhantes estrelas. 

            Ambas sabem que ali ocorre o encontro dos mais belos sentimentos. 
            Misturando diferentes seres, porém, munidos de admiração e respeito.
            Onde relva, água e seres esperam-nas na mais perfeita sintonia...
            É o lugar onde simplicidade e sabedoria embora permaneçam inertes,
            Cultivam em abundância as mais belas, sinceras e previsíveis reações humanas.
            Essa casinha, talvez pouco analisada possa ser o nosso coração em busca de luz.

                                                                         Velu 

         
           




       

sábado, 9 de agosto de 2014

              Épocas

Houve épocas em minha vida
Que apaixonada por um vestidinho vermelho
de salpique e bolinhas 
Descia as ruas da minha Cidade De Dracena
Saltitante, fita no cabelo e sapatinho de verniz
Parecia ouvir os pássaros dizerem:
_Ela já é quase moça, linda moça!

Houve épocas em minha vida
Que contemplei as mutações do meu corpo
Que de menina, passava ser mulher!
Seios duros, coxas firme ...
Pensamentos soltos!

Houve épocas em minha vida
Que acreditei nas pessoas, nos homens!
E ria, ria muito
Mas perdi a fé, pedi a morte
E cultivei a morte

Houve épocas em minha vida
Que cessou meu sorriso
E chegaram as lagrimas
E a intensa procura do “Eu”

Houve épocas em minha vida
Que eu amei um homem
Tornei-me fértil !!!
Plantei sementes e ganhei três belos frutos
Híbridos, talvez!

Houve épocas que nasci e sorri
Que morri...de tanto chorar
Que pari...que cri!
Vivi para servir
Servi a outrem ,para sorrir
Sorri para viver.

Foto: Épocas
     Sueli Batista Damasceno 

Houve épocas em minha vida
Que apaixonada por um vestidinho vermelho 
de salpique e bolinhas 
Descia as ruas da minha  Cidade De Dracena
Saltitante, fita no cabelo e sapatinho de verniz
Parecia ouvir os pássaros dizerem:
_Ela já é quase moça, linda moça!

Houve épocas em minha vida
Que contemplei as mutações do meu corpo
Que de menina, passava ser mulher!
Seios duros, coxas firme ...
Pensamentos soltos! 

Houve épocas em minha vida
Que acreditei nas pessoas, nos homens!
E ria, ria muito
Mas perdi a fé, pedi a morte
E cultivei a morte

Houve épocas em minha vida
Que cessou meu sorriso
E chegaram as lagrimas
E a intensa procura do “Eu”

Houve épocas em minha vida
Que eu amei um homem
Tornei-me fértil !!!
Plantei sementes e ganhei três belos furtos
Híbridos, talvez!

Houve épocas que nasci e sorri
Que morri...de tanto chorar 
Que pari...que cri!
Vivi para servir
Servi a outrem ,para sorrir
Sorri para viver.
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                     MINHA QUERIDA AMIGA SUELI  DAMASCENO  (Autora)                                                 GRANDE POETISA                                                                               

sexta-feira, 8 de agosto de 2014


                                                     Clique sobre a imagem
                       

DIA DO AMIGO


                 
    

domingo, 3 de agosto de 2014

                                               
                                                      Teu Olhar      


                            Um certo dia te conheci e pude ler no teu olhar que nos amaríamos muito.A certeza era tanta, que logo já estávamos casados.Vieram nossos filhos e netos que somaram-se aos nossos amigos e também aos nossos sonhos, que não eram poucos.Muitos desses sonhos foram se realizando e fazendo com que a nossa felicidade se tornasse ainda maior.Sempre rodeados pelos nossos filhos e regados de amor por todos que faziam parte da nossa felicidade.
                         Numa manhã como outra qualquer lembrei-me de olhar naquele teu olhar que outrora nos uniu.Lá estava aquele mesmo amor, agora carregado de carinho, amizade, confiança e companheirismo que passaram a ser membros e testemunhas da nossa vivência.E assim seguimos por muitos anos por esse caminho que se tornou sagrado perante os meus olhos e, com certeza, aos de Deus.
                          Até que numa manhã que se tornaria diferente de todas as outras, ao chegar na sala onde você se encontrava sentada naquele sofá que tantos momentos felizes nos proporcionara,eu quis novamente ver aquele olhar.Infelizmente aqueles olhos se encontravam fechados me impedindo de ver aquele amor ali contido. Descobri então que aqueles olhos que tanto amei e jamais serão esquecidos, definitivamente não mais se abririam para mim. Eles se dedicariam agora ao amor infinito do Pai, mas com certeza torcendo por todos que aqui ficaram.       
               
                                                                                                                                                                                                                                                   Vera Lúcia

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Fui...

Visto-me dos meus versos simplistas
Sem cadência e rebuscos
Saio de cena já saudosa
Poetisa chorosa em soluços

Na bagagem um amontoado
Muitos verbos,pronomes e redundâncias
Vão-se gerúndios,tu e eu
Poupando-os dessa lambança

Gravem! Vou mas voltarei
Porém,bem mais iluminada
E esses versos tão bizarros
Servirão só de risadas


(Vera Lúcia ( Velu)